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projetos para o ano novo (sim, tô falando de 2009, sempre é tempo):

1) viajar pra paris com a lolla

2) não mais permanecer no trabalho após as 18hs. nunca mais.

3) não mais levar serviço pra casa. nunca mais.

4) desejar com fervor que o chefe tenha as pregas arranhadas por um gato selvagem. todos os dias.

bla bla bla

qualquer gripe me derruba de um jeito que eu perco totalmente a vontade de viver (e ela já nem é tanta assim, hã?).  dói o corpo, vem a febre, os olhos incham, a cabeça falta explodir, sinto náuseas, moleza, moleza, moleza tal, que o suicídio me parece a única saída viável. o bom é que passa rápido. se não for suína, oficorsi.

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como não escrevi mais nenhum capítulo da minha novelinha diária semana passada, vocês dois quatro que me leem  nem sabem que fui vítima de um quase-assalto e de uma agressão física consumada.  na tentativa de me levar umas merrecas, um garoto de meio metro de altura me cortou com uma garrafa quebrada no trajeto trabalho-casa. perdi algumas gotas de sangue sim, mas não se preocupem. já estou recuperada e não foi nada tão dramático assim,  ao contrário do que meu momento drama queen no twitter tenha deixado  transparecer. cheguei em casa revoltada com o mundo,  rosnando horrores e chorando lamúrias sem fim. mas já passou, me desculpem, relevem,  obrigada por me suportarem, next.

troféu toma distraída pra mim, que sempre paro pra conversar com esses garotos e olhar  nos olhos deles  antes de responder “ô querido, não carrego dinheiro, só ando com cartão, por que você não vai até aquela casa da esquina, que é de assistência, eu conheço o pessoal e eles vão te dar um lanche?”. pra quê, né? eles não querem te ouvir, eles querem a porra do seu dinheiro.  além, claro,  de umas gotas do seu sangue e do pouquinho de fé que você ainda tem na humanidade.

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as amigas tem ajudado litros indicando mil doutores, poções mágicas, endereços, tratamentos, massagens e linhas terapêuticas diversas pra ver se eu saio do buraco negro onde resolvi me enfiar há um ano pra não sair dele nunca mais. mas cadê que dona Losille de Orleans e Bragança dá o primeiro passo em busca de ajuda?

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não sei mais descrever o estado em que me encontro no que se relaciona ao trabalho. meu chefe já sentiu a pegada porque agora mal vem à minha sala e, quando vem, quase me pede por favor para que eu entenda as decisões que ele tem tomado. e, pobre dele, o problema é que eu não entendo.  sou intransigente mesmo com serviço porco, com a falta de planejamento, com o desinteresse dele em resolver as coisas,  com o jogo de empurra e com as gambiarras que querem que eu faça. porque né, estou desde junho avisando que a bomba ia explodir. mas agora, só agora, resolvem se ligar que minha função aqui não é mero enfeite. já dei meu aviso prévio. só fico até o final do ano. depois, beijo abraço sejam felizes foi bom estar com vocês.

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preciso de opiniões de quem já pintou ou conheça quem tenha pintado azulejos das paredes do banheiro e cozinha. quem me recomendou foi o próprio pedreiro.  ele me veio com mil dicas legais e estou quase entrando nessa. porque, na boa, quero apenas soluções rápidas e eficazes pra ter uma casa mais bela e feliz. aceito dicas, obrigada.

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diário da dieta: terceiro ao nono dia: #fail. mas tenham fé, porque eu tenho.

Ok, agora todo mundo já sabe que eu estou cansada, deprimida e gorda. Mas eu ainda preciso confessar mais uma coisa: estou cega. Cega, cega, cega, Mister Magoo tocaqui. Não cumprimentar pessoas pelos corredores porque não as reconheço já é fato corriqueiro. Mil histórias pra contar dos foras que dou por essa vida. Mas ontem, já atrasada pro encontro da Confraria, embaixo de chuva, no ponto de ônibus (sintam a derrota), só notei que o enorme ônibus azul era o meu 8102-Sion quando já era tarde demais. Até fiz o movimento de dar o sinal, mas ele já estava mudando de pista. As pessoas me olharam estranho, baixei a mão e arrumei o cabelo, fingindo que não era comigo.  O busão seguinte deve ter passado uns 20 minutos depois, o suficiente pra eu ter deixado de tomar uma caipirinha. E é aí que reside todo o problema. Deixar de falar oi com gente chata, beleza. Ser quase atropelada rotineiramente, beleza. Trombar em placas e latas de lixo na rua, beleza. Sentar nas primeiras filas do cinema pra poder enxergar legenda, beleza. Perder meus compromissos alcóolico-sociais, não.

Marcarei oftalmologista ainda esta semana.

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Acabei encontrando um amigo com quem fiz faculdade e nunca mais vi:

- Ei, você fez economia? Fomos colegas, tá lembrada de mim?

- Claro, estou sim! Eduardo, né?

- Francisco.

- Ah, claro, isso mesmo…

Enfim, papeamos por um tempo e foi ótimo revê-lo. E digo a vocês: o menino era o mais sem graça ever. E, minhas gentes, que diabo de homem bonito, charmoso e interessante ele se tornou. Modos que, menininhas na flor da idade, nunca deixem de levar em conta aquele sujeitinho magrelo, desajeitado, sem graça, feinho e que conta as piores piadas já inventadas. Ele pode vir a se tornar algo que preste. Hohoho.

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No boteco, papos luluzísticos delicinha, empanadas aos borbotões, álcool aos baldes, pessoas que enxergavam estrelas pelo corpo e outras apostando que eu não tuitaria algo  como “eu comeria a megan fox #gostosapracaralho”.  Tsc, tsc…

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Diário da Dieta:

Segundo dia: Ressaca, ressaca, ressaca, quero morrer pra sempre, beijos.

o diário da dieta

Meus dias seguem lindos.  Fim de semana eu comi tudo que era possível comer na vi-da, já que hoje daria início ao meu projeto de engostosamento. A isso, meus senhores, dá-se o nome de autoboicote prévio.  Mas enfim, investida de toda a disposição de que era capaz, me programei para todos os dias caminhar bem cedo na esteira, me fartar com um lauto cafe-da-manhã composto de duas bolachas de água e sal e uma xícara de chá branco, tomar um iogurtezinho no lanche, me entupir de mato no almoço, fazer academia depois do trabalho, saborear uma sopinha no jantar e zzzzZZZZzzzz…

Ok, deixemos o papo chato.  Resumidamente, o que eu quero dizer é que, em dois meses, a intenção é sair deste estado:

Chubby

Chubby!

Para este estado:

Em forma! Ouié!

Em forma! Ouié!

 

Primeiro dia: coloquei o relógio para despertar às seis, a luz acabou, ele não despertou, perdi a hora, não caminhei, voei atrasada para o trabalho, um trombadinha tentou me assaltar, quase tive um troço no meio da rua, passei em frente à farmácia, vi a balança, não resisti, ela indicou quatro kg acima do que eu achava que estava, xinguei a balança, fiquei triste, me deprimi, quis morrer, fiquei puta, cheguei no trabalho, tomei um balde de café melado e um pão com bastante manteiga, comi uma banana, tomei o iogurte, devorei um pacote de balas, com o sentimento de derrota já instalado não almocei mato, sairei à noite com a Confraria para comer empanadas aos montes, chegarei em casa bêbada, cansada, e será tarde demais pra caminhar, fim.

Tudo passa – sofrimento, dor, sangue, fome, peste. A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando as sombras de  nossa presença e nossos feitos se tiverem desvanecido da Terra.  Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos para as estrelas? Por quê?

- Mikhail Bulgakov, The White Guard

filed under…

aí eu escrevo um email enorme, expondo até as vísceras da alma, e fico em dúvida se clico no enviar ou não.

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arquivei.

você já teve uma equipe de quinze pessoas, mas agora tem que dar conta do mesmo serviço com apenas oito. você não tira férias há muito, muito tempo, e trabalha cerca de onze horas por dia. você leva serviço pra casa e não é raro passar madrugadas ou fins de semana debruçada em cima de planilhas e relatórios. você tem um chefe com sérias dificuldades em pronunciar a palavra não, jogando nas suas costas todo o serviço sujo de criar desafetos e desagradar pessoas. pra ajudar, você passa a madrugada em claro, tentando compreender coisas da sua vida que não entende, desiste, abre a agenda do trabalho e descobre que foi convocada pra uma reunião que começará às nove, como coordenadora do projeto de TI… wtf?

pause - rewind - play: “…coordenadora do projeto de TI”

sim, você leu direito. continuando: você, sem firulas, responde que não está a par do projeto, não tem tempo e não está interessada, obrigada, atenciosamente Lolló e dedica as duas horas seguintes a enrolar na cama o máximo possível para chegar depois que a reunião já tivesse acabado. chega na senzala, é imediatamente cobrada por um acessor do capeta de deus, que joga na sua cara que contava com a sua presença. você explica mais uma vez que não está acompanhando o projeto, que já tem problemas demais na sua área pra resolver, que está sem férias há mais de um ano, que já tem trabalhado muito além do recomendável, que tem se sentido mal com crises de stress, que nenhuma calça jeans te entra mais, que sua pele tá horrível, que sua auto-estima tá no pé, que sua unha quebrou duas vezes, que seu time tá uma bosta no campeonato, que seus amigos te ignoram no gtalk, que você está deprimida e pensando em se matar, mimimi, e pergunta ironicamente se existe uma forma de você se doar ainda mais pra senzala. ele, do alto de seu terno bem cortado, responde que entende os problemas que todos os setores tem passado, mas que sim, você devia mesmo assumir mais essa tarefa.

mandei tomar no cu, né?

não lembro de tudo, embarquei pra inglaterra e o avião caiu. em um momento eu vi, da janela, ele se aproximando do solo. era uma área montanhosa. foi tudo muito suave, nada de crash, pow, bum! em outro flash, eu olhava tudo de fora, e pude perceber quando a asa direita se partiu ao bater nas árvores. corta mais uma vez, já estou em um lugar todo branco e azulejado (venha para a luz carol anne), preocupada em ligar pra minha mãe para dar a notícia. eu dizia que em breve iriam aparecer as notícias da queda do avião, mas que não era pra ela se preocupar porque tava tudo bem comigo, de verdade. celular direto do além, veja só.

despertei e fiquei um tempo me revirando na cama, angustiada, aquela sensação de que, se fosse verdade, eu não teria mais como dizer aos meus amigos o quanto me importo com eles, nem como falar pra minha mãe não chorar porque era isso aí e a vida continua.  chico xavier linhas telefônicas: não trabalhamos. são tantos os ”eu te amo” que deixo de falar que senti um medo imenso desse tal ”tarde demais”.

ok, ok, é só um sonho. mas nunca é só um sonho. e eu ando muito mimimi.

feriado, parte II

E quando eu falo de horas e horas de caminhadas por praias desertas, é a isso que me refiro:

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De noite, a programação era uivar pra lua:

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Por fim, a moquequinha delícia feita por mim porque nem só de caminhadas, isolamento e mimimi se faz um feriado:

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uma anta na praia

Medo-Pavor-Pânico.

Fui pra praia no feriado. E, quando eu falo que fui pra praia, isso significa que fui lá pra roça no litoral onde temos uma casa. Nada de Porto de Galinhas, Búzios,  Trancoso ou Canoa Quebrada. Porque, né, quando é o caso, a gente enche a boca e arrota “fui pra Porto de Galinhas”, bem em caps lock mesmo. Do contrário, a gente solta que foi pra praia e reza pra ninguém perguntar qual foi o buraco onde você se enterrou.

Mas o estado de autocomiseração da pessoa era tamanho, que caminhar sozinha por km de praias desertas, me entupir de sorvete, camarão e cerveja até a gordura explodir pelos poros e passar as tardes chorando dormindo e sonhando que o mundo havia me esquecido era o que de mais maravilhoso eu poderia desejar. E enfim, eu fiz tudo isso.

Mas na pressa de fazer a mala, esqueci de pegar ao menos um livro que fosse pra ajudar a passar o tempo.  E aí, fazer o quê num lugar esquecido por deus? Toca a conectar pelo celular, né brasil? Porque o fim  do mundo nem emancipado é ainda, mas os 3Gs funcionam lindamente.  Acordou? Internet. Saiu do banho? Internet. Cansou de caminhar? Senta na areia e toca navegar. Ok, nada demais, faço isso o tempo todo aqui também. No ônibus, restaurante, aeroporto, whatever. Acontece que, em três ocasiões,  por obra do cramulhão por motivos de lerdeza extrema, abandonei o celular conectado e fui fazer outra coisa. O menor tempo em que ele ficou esquecido foi durante as duas horas do jogo brasil x argentina. Desci as escadas pra abastecer o tanque, o jogo tava começando, fiquei por lá mesmo e só vi a besteira quando subi de novo pra dormir. Que beleza! Tá bom? Tá não. Eu fiz de novo. E de novo.

Três. Malditas. Vezes.

Pergunta se em alguma delas a conexão caiu? Nahim. Necas de pitibiriba. Não dou essa sorte. E agora tô com medo-pavor-pânico da minha conta este mês.

 

Rola vaquinha?

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